9 de dez. de 2010

CONTA MAIS, CAMPÃO - Primeiro Mundo

Ayres e Erica

Pois uma coisa que gosto e constitui meu ritual diário, é ler jornais. É uma herança de meu pai, pois êle nunca deixava de ler algum jornal diariamente, muitas vêzes até dois. Lembro que, quando menino, muitas vêzes saia para comprar a Folha da Tarde, ao final do dia. Êle, ao voltar do trabalho já vinha com o Diário de Notícias que comprara pela manhã. Mas, como dizia, gosto mesmo de ler os jornais do dia e me atualizar com as notícias, principalmente aí do Brasil e, particularmente, do Rio Grande do Sul. A Internet me brinda com a possibilidade de ler diáriamente tanto Zero Hora quanto o Correio. Faço isso até mesmo antes de sair e levar a Carla na Escola.
Conto isso porque lia ontem, não lembro se na Zero, que a Polícia desarticulou mais uma rêde de roubo e "clonagem de carros". Ora clonagem de carros! E lia também que esses roubos, necessários para esse processo científico de duplicar veículos, ocorre sempre por encomenda. O interessado dá as especificações e o meliante ( sou desse tempo, em que bandido era "meliante") "sai "a campo" e retorna com a "peça destinada à tal experiência cientïfica".
Me parece uma tarefa difícil, essa de ter de encontrar um carro com características genéticas parecidas ou idênticas a um já existente, sem contar a mão-de-obra para convencer o proprietário em ceder seu veículo para essa finalidade.
Falo isso porque tenho saído pela manhã, levo a Carinha na Escola e aproveito e extendo a jornada até o "Starbucks", uma rêde de cafés ou "Coffee house", como queiram, conhecidíssima aqui neste País.
Bom, mas como falei outro dia, tem feito muito frio por aqui. Hoje mesmo, estou vendo aqui na tela do Computador, está 23 F. Isso no câmbio atual e convertido para graus Celsius, como no resto do Mundo, significa CINCO GRAUS NEGATIVOS.
Pois bem, fui tomar o café e, ao estacionar, deu para ver que a maioria dos carros ali na frente do Starbucks, estavam com seus motores ligados. Estacionados, é claro, e os seus donos lá dentro da loja, ou na fila para comprar seu café ou já sentados, sorvendo aquela reanimadora bebida ou um chocolate quente, acompanhado de um delicioso "croissant" quentinho e que é bárbaro, por sinal.
Claro, percebi que alguns carros estavam assim com os motores funcionando para manter aquecido o cãozinho que a dona deixara ali dentro, aliás, um gesto reconhecidamente humanitário( aqui os cães são mesmo meio-humanos). Outros simplesmente para evitar que, ao retornar, o proprietário do carro encontre a viatura completamente gelada, após essa parada de vinte minutos, meia hora ou um pouco mais ( alguns aproveitam para dar uma passada pelos jornais que ali estão disponíveis).
Essa cena, de hoje cedo, me fez pensar o quanto é dura mesmo a vida do brasileiro ou, digamos assim, de alguns brasileiros. Em especial, me refiro agora, aos pesquisadores de carros para "clonagem". Aqui, onde não desenvolveram esse lado da ciência, essa forma de se conseguir um carro simplesmente pelo processo de multiplicação, a partir de não sei que fator genético, vejam só: êles ( os carros) estão ali, na frente do Starbucks, como podem estar no páteo de estacionamento do Wallmart, prontinhos. Com chave na ignição; aquecidos; documentos no porta-luvas e, muitas vêzes, até com óculos de sol disponíveis, além de aparêlho de GPS ( isso se o "meliante"ou "pesquisador" encontrar dificuldades para se orientar pela Cidade).
Mas é como dizem por aí: "primeiro mundo é outra coisa".


Mas é isso aí, "gurizada medonha". Tenho ainda que terminar de tomar meu café, pois acabei trazendo para casa, na pressa para rápidamente escrever essa "história" de hoje e ainda ter tempo para manda-la, antes que feche a edição.

Até

João Carlos Campão - Leesburg, VA.
Contado por Campão.


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