Perto da casa, havia um pequeno açude onde as mulheres lavavam roupas e a gurizada tomava banho nos dias quentes de verão.

Às vezes, quando chegava uma boiada, os boiadeiros levavam o gado para matar a sede no açude. Em algumas ocasiões acontecia um estouro da boiada e os bois corriam para todos os lados.

Meu Deus! Que medo! As pessoas que porventura estivessem passando pela rua naquela hora, entravam em qualquer portão, e se fechavam por detrás das cercas para não serem feridas ou pisoteadas pelos animais.
Lembro de algumas dessas ocasiões.
Se estávamos brincando no pátio corríamos para dentro e íamos colocar cadeiras perto das janelas para subirmos e ficarmos vendo os bois, cavalos e homens correndo de um lado para o outro. Era uma mistura de mugidos, gritos e relinchos.

Nós também participávamos da gritaria, torcendo que os homens juntassem logo seus bois e fossem embora, para podermos voltar à nossa brincadeira lá fora.

Quando tudo acabava, a rua voltava a ser pacata e calma, mas a gente ficava com a sensação de ter vivido uma grande aventura.
Escrito por Elmira.



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