Naquele tempo, ainda era costume, usar carretas puxadas por parelhas de bois para transportar pessoas e mercadorias.

De vez em quando, quase sempre aos sábados, chegavam várias carreteiros, com seus veículos carregados de frutas, verduras, carvão, aipim, batata doce, pinhão e outras coisas e acampavam perto do açude.

Eles soltavam os bois dos carros e os deixavam pastando, enquanto comercializavam seus trecos, numa espécie de feira livre.

A vizinhança da rua vinha com cestas e balaios para comprar.

Era também um momento de encontros para conversar e fazer um momento social, pois às vezes passavam tempo sem se verem, principalmente os homens, que trabalhavam fora.

À tardinha, quando terminava a "feira", os carreteiros atrelavam novamente os bois às carretas, formavam fila e iam saindo, de volta para casa com o lucro das vendas, e deixavam a promessa de voltar. E as casas da rua ficavam abastecidas com seus produtos por alguns dias.



Escrito por Elmira.



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