11 de jan. de 2011

Sabes, Campão? - Ainda sobre músicas

Sabes, Campão?
A Música é, realmente, um dos meios mais eficazes de transmitir emoção, alegria, beleza e sentimentos elevados.
Os primeiros contatos com a música foi através do rádio, na nossa família. Depois, foi na igreja que aprendemos a gostar da música sacra (o órgão é um instrumento que traduz este estágio). Também na igreja cantávamos, ouvíamos coros, corais e conjuntos de música (minha tia Margarida cantava junto com os irmãos, a família - dela - toda tinha musicalidade). Lembro de pelo menos uma vez que viemos ao Festival de Corais, no colégio do Rosário. Era maravilhoso.
Depois, na minha adolescência, tinha os Beatles, Roberto Carlos, MPB, música italiana (que a Elmira cantava muito, muito bem), música francesa, sem faltar o Vanderley Cardoso (meu ídolo) e o Jerry Adriani (que era o ídolo da Marlene), para quem até escrevíamos cartas....
Nesta época, o Mano estudava o científico, no Julinho, e "tentava" se concentrar escutando música clássica na Rádio da Universidade. Eu achava um horror aquela música estridente e monótona.
Quando eu já trabalhava, na Imobiliária, comecei a frequentar a Biblioteca Pública Natho Henn, que nessa época funcionava na esquina da Rua da Praia com aVigário, eu acho, ou na Marechal Floriano. Mas o importante foi que, não me lembro através de quem - já sei - foi a Nair que me "apresentou" para a música clássica (obrigada, amiga). Pois abriu-se um mundo lindíssimo de sons encantadores. Escutávamos, coletivamente, o que cada um ia escolhendo e pedindo para uma funcionária, que colocava para tocar em uma eletrola e a música se propagava em enormes caixas de som dispostas na sala. O silêncio era absoluto por parte dos espectadores. Assim fui conhecendo as melhores peças da música clássica. Aos poucos, fui conhecendo os autores de músicas inesquecíveis, como Bethooven, Listz, Bach, Vivaldi, Mozart...
Depois de um tempo, já tinha preferências, como os discos do Valdo de Los Rios, e outros que não sei mais os nomes.
Nunca mais achei monótona e estridente a música clássica. Para sempre vou achar que a Nona do Bethooven é a mais linda música do mundo, principalmente sua "Ode à Alegria". E As Quatro Estações? Que coisa mais linda!
Campão, falaste no Fischer Chor, e eu voltei no tempo, quando a minha mãe estava doente e morava comigo. Eu tinha 3 discos deste conjunto, e os colocava para a gente ouvir. A mãe adorava! Em especial um deles, que trazia canções típicas alemãs, que faziam a mãe recordar de sua infância. Que coisa boa!
Foram momentos de muita emoção para ela e para mim também.
Há alguns anos atrás, eu mandei digitalizar em CD todos os LP que eu tinha, e estes discos eu ouço até hoje, mas agora já não choro mais de saudade da mãe. Cantarolo junto e me comovo.
Ode à Alegria:
Eine Klein Nachtmusik:

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