8 de jan. de 2011

CONTA MAIS, CAMPÃO - Sem "perca"

Erica & Ayres.

É bem verdade, "as saudades ficam menores".

É inegável esse enorme benefício trazido pela Internet. Me impressiona a capacidade e a velocidade de comunições que os jovens agora dispõem. Fico, muitas vêzes, a observar minha pequena Carla, principalmente quando saímos de carro, ela manuseia aquele IPhone com uma agilidade transmitindo e recebendo mensagens instantâneas.
Para nós que vivenciamos as comunicações de décadas passadas, isso é realmente uma transformação surpreendente.
Para êles ( nova e novíssima gerações) que não conheceram as "Cartas" ou os "Telegramas" que quando escrevíamos e dependíamos dos Correios, levava dias e dias, senão semanas para que nosso destinatário os recebesse e então mais outro tempo para conhecermos a eventual resposta, isso é impensável, inimaginável. Dão risadas quando conto essas coisas e que não são assim tão antigas. Minha filha me pergunta : mas então, como falavam com a namorada distante e com os amigos? Não tinham Facebook? - Não, minha filha, não havia Facebook. O único "Face" conhecido, na época, era o "Angel Face", um creme para a pele, mas nada a ver.
Para nós também era impensável, naquêles tempos, essas mudanças todas nas comunicações e agora disponíveis.
São realmente o que podemos chamar de "Maravilhas do Mundo Moderno".
Aliás, outro dia conversando com uma amiga brasileira, a quem indicava alguns locais aqui próximos de Leesburg e quando perguntei se ela havia compreendido o trajeto que precisaria percorer, ela prontamente me disse: pode deixar, eu coloco no GPS do carro e não tem êrro. É verdade. Não tem êrro e nem tem "perca", como diria uma antiga vizinha, lá em Canoas.
Pois eu, recém chegado aqui nestas paragens "Virginianas", percebi a dificuldade de adaptação com novos caminhos, novos endereços, enfim roteiros ainda desconhecidos e bem mais complexos que as "Free-Ways" da Califórnia e com as quais já me acostumara.
Isso acabava me lembrando da antiga "propaganda " ou "reclame " que era vista nos bondes aí em Porto Alegre (o Ayres ou a Elmira, talvêz lembrem) e que dizia : "Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro sentado ao seu lado. Acredite: quase morreu de bronquite. Salvou-o o Rhum Creosotado".


Pois, para mim, sem o Rhum Creosotado, o que me salvou dessas embrulhadas de procurar Ruas, localizar Super Mercados, Shoppings e toda a sorte de endereços desconhecidos, foi o GPS. Realmente não vivo sem esse chamado sistema de "Navegação" essa maravilha da Natureza, ou melhor, da Tecnologia.
Digo sempre que, para mim, essa é a maior invenção desenvolvida pelos Humanos dos tempos atuais. Claro tem outras também importantes, como a Internet e de que falávamos antes. Mas acontece que sem internet posso ainda sobreviver. Agora sem GPS, estou realmente perdido (em todos os sentidos), como diziam lá em Dom Pedrito: "Tou morto e os corvo em volta".

É isso gente.


Nos próximos dias conto algumas histórias da Califórnia, lá onde estive longo tempo e de onde tenho também algumas saudades.
Umas grandes, outras menores.

João Carlos Campão - Leesburg, VA.
Contado por Campão.

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