Erica & Ayres:
Pois confesso que não sabia.
Descubro agora que temos então um problema em comum, essa subutilização tanto da cozinha quanto dos seus equipamentos. Há inclusive um empate técnico, olha só:
pois eu consigo, até sem muita dificuldade, fazer um arroz.
A Carla andou falando para a Cláudia que gostava e pretendia preparar o tal "Sushi". A Claudia, no aniversário da irmã, deu-lhe uma daquelas panelinhas elétricas e automáticas para que ela preparasse o arroz necessário para a tal iguaria nipônica.
Acho que ela preparou uma única vez. Mas eu comecei a usar e domino muito bem a tal panelinha. Só coloco o arroz, préviamente lavado, a água, numa medida já definida na própria panela, ligo e é só esperar. Quando estiver pronto ela desliga automáticamente. Assim que, misturado a um feijão brasileiro e enlatado que é vendido aqui e mais alguns temperinhos, tenho o meu delicioso "feijão-com-arroz" e sem muitas dificuldades. Mas também é só.
Nesse quesito, acho que estou levando vantagem.
Mas essa de cozinhar ovos, já me deu problemas. Esquecí os ditos fevendo na panela e a água secou. Que confusão! O calor e a fumaça desprendida acionaram os alarmes de incêndio aqui em casa e só aí é que me dei conta que deixara dois ovinhos a ferver.
Aqui, esqueci de dizer, as casas ou apartamentos têm instalados esses tais alarmes que detectam fumaças ou gases. Cada peça possue um. Pois, como disse já em outra ocasião, as casas são todas construidas em madeira aqui nos Estados Unidos. Sendo assim, como há sempre grande risco de incêndios, é obrigatório o uso desses dispositivos e que regularmente, durante o ano, são inspecionados pela fiscalização da Cidade.
Bem, mas contava eu do incidente com os ovos cozidos. A partir desse episódio e dessa desastrosa tentativa, passei a comprá-los já cozidos. Os supermercados vendem uns saquinhos, em geral com seis unidades, mas se for necessário, para uma ocasião de festa ou uma demanda em maior escala, eles também dispõem de embalagens com uma dúzia ou também dezoito ovos. Isso, na verdade, é uma evolução daquêle sistema visto ai nos "botecos de beira de estrada", não sei se estás lembrada da época em que viajavas pelo interior do Estado. Nesses bares ou restaurantes havia sempre um grande vidro cheio de ovos cozidos e mergulhados num líquido, não sei se aquilo era salmora ou água com vinagre. Alguns amigos meus chamavam aquilo de "ovos de aquário". Pois aqui abandonaram aquele "vidrão" e êles (ovos) são acondicionados em saquinhos plásticos que, depois de abertos, podem ser lacrados novamente com aquele sistema de "ziper" e guardados na geladeira.
Já que tivestes a gentileza de me fornecer o telefone da Cia das Pizzas, em retribuição mando também a indicação desses bárbaros ovos cozidos que encontramos aqui. Pelo menos não há como esquece-los fervendo na panela, ainda mais que tens a orientação quanto ao tempo de dez minutos. Se for na hora da novela, já viu, não?
Mas mencionastes o Prinz, aquêle restaurante lá na Protásio. Pois sabes que pode ter sido lá mesmo onde comi os tais sanduiches? - Acho que sim.
Mas é isso gurisada, estamos no Outono ( aqui neste lado, é claro) . Inicia agora o ciclo de comemorações dos finais de ano. A começar pelo Halloween, o dia das "bruxas", já agora em 31 de outubro. As casas costumam receber decoração especial. Tradicionalmente são usadas aquelas abóboras que recortadas e iluminadas representam o "Jack", personagem do Halloween e preparadas para afastar os espíritos da noite, segundo a tradição Druida e Celta.
Na verdade, na antiguidade eram usadas caveiras com uma vela queimando no interior . Mas com o crescimento das populações, já não havia mais caveiras suficientes e foram então substituidas pelas abóboras ôcas e com furos como a representar os olhos, boca e nariz. Os espíritos nem distinguiam entre uma e outra, pois êles não toleravam era a luz, já que eram filhos das trevas.
Mas atualmente, e vejo aqui pela vizinhança, o que ocorre é que cada casa quer ter um aspecto mais macabro que a do vizinho. Então o pessoal se esmera e como tem comércio para essas coisas por aqui, alguns montam verdadeiros "cemitérios" em frente das casas. Colocam esqueletos, ossos avulsos, caixões, lápides ( feitas em isopor e pintadas como mármore ou granito) e por aí vai. Usam também uns bonecos bem grandes e infláveis ( aí no Brasil são papai-noéis) representando ou o Frankstein, Bruxas ou o sempre presente e cultuado Conde Drácula.
No site www.pumpkinmasters.com é possível aprender a preparar as abóboras ( pumpkins) para o Halloween.
Estou ainda devendo algumas histórias sobre as "aventuras" desta família aqui pela "Zona Norte" do Mundo.
Continuo nas próximas semanas.
Até
João Carlos Campão - Leesburg, VA.



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