25 de ago. de 2011

CONTA MAIS, CAMPÃO - E-mails sobre o terremoto na Virgínia

Corpo da mensagem


Campão
Ficamos aflitos com a notícia de terremoto de 5.9 graus aí na Virgínia.
Aparentemente não houve vítimas nem danos materiais, mas manda um recado que está tudo bem com vocês, OK?
Abraços
Ayres e Erica
RESPOSTA:

Corpo da mensagem


Sim, Erica, depois do almoço estávamos em casa e sentimos o terremoto. A Carla estava no quarto dela, no terceiro piso e desceu correndo, pois recebeu treinamento, lá na Califórnia e sabia que não deveria ficar nos pisos mais altos. Desceu e correu para baixo da mesa da sala. Eu estava no sofá na sala e senti o balançar da casa e os estalos da madeiras. Como aqui não ocorrem terremotos ( salvo essa exceção de hoje), as pessoas não recebem informações, como ocorre na Califórnia. Lá as autoridades pedem que não saiam para a rua e se sairem afastem-se dos prédios o mais distante possível. Mas aqui , tanto em Washinton quanto em New York, as pessoas foram para a calçada e ficavam desatentas tentando usar os celulares. Não havia comunicações por cerca de quase uma hora depois do incidente. Quando retomaram as ligações, consegui falar com a Claudia que está em New Jersey, ao lado de New York. Lá também foi sentido e bem forte, pelo que ela me disse. Como ela está treinada também, pegou as crianáas e foi para o basement( o porão da casa) . Mas agora está tudo bem. As autoridades pedem para ficarmos atentos aos "aftershocks" que são terremotos muitas vêzes de menor intensidade e que podem ocorrer num espaço de até umas duas horas depois do primeiro ( nem sempre esse aftershocksi são de menor intensidade, algumas vêzes podem até ser mais fortes).

Mas acho que o que vai ficar como está, sem after. A repercussão foi grande porque aqui está a Capital. Além disso está próximo do 11 de setembro e as medidas de segurança estão muito mais fortes e qualquer barulho assusta, ainda mais quando dá uma sacudida assim tão forte.
Mas não tivemos danos e para sorte de todos as crianças ainda estão de férias. Fosse época de aulas normais, o pânico por certo seria bem maior
Obrigado por terem escrito. Precisei ligar também para a parentada aí no Brasil e que também ficaram preocupados.

Campão

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