4 de ago. de 2011

CONTA MAIS, CAMPÃO - O que podemos colocar na geladeira

 



Erica e Ayres:

Obrigado pela lembrança do dia do Amigo.
Talvez por isso, acabei lembrando de outra de minhas grandes amigas.


Pois estava eu "bisbilhotando", no teu blog, aquela "sessão nostalgia" ou "Erica ontem e hoje" e deparei com uma foto onde está a Dulcinéa. a Dulce, como a conhecíamos.
Tens notícias dela?

Grande figura a Dulce. Nos dávamos bem. Quando ela deixou a Secretaria da Segurança, naquela época em que o governo tinha o propósito de promover a extinção daquela Secretaria, ela me chamou e pediu que a acompanhasse até a escadaria do Centro Administrativo, lá no térreo. Ela sempre dizia que eu a recebera lá naquele local, quando ela chegou para trabalhar no Gabinete do Secretário da época . Lá nos despedimos. E eu nunca mais a vi. Sei que ela havia solicitado "readaptação" e saido do quadro de pessoal da Polícia.

Mas a Dulce foi protagonista de um episódio inusitado, Incrível mesmo. Não tenho certeza se tu ainda estavas lá conosco.
Mas olha só: naquela época uma Empresa terceirizada executava o trabalho de limpesa lá no quarto andar. Não lembro bem, mas parece-me que a tal Empresa atuava em todo o prédio do CAE.
Bem, mas devido ao volume de trabalho êles mantinham um grande depósito de materiais de limpesa numa daquelas pequenas casas que existiam ali em volta do Centro Administrativo. Algumas construidos ainda durante o andamento da obra do prédio e serviam mesmo para almoxarifados e armazenagem de materiais de construção. Pois a tal Empresa Limpadora distribuia, entre as pessoas que executavam esse trabalho, o material individual e necessário para as tarefas do dia. Isso incluia uma "porção ou dose" de Cloro. "Clorofina", como era conhecido naquela época e colocado numa garrafa plástica, dessas de água mineral (de um Litro ou Litro e meio, não sei a medida certa).
Pois certo dia uma das serventes da faxina esqueceu uma dessas garrafas, ao final de sua jornada. E esqueceu vejam só: exatamente ao lado de um refrigerador onde eram estocadas as garrafas de água mineral usadas para consumo do Gabinete do Secretário. Não lembro se um daqueles Oficiais da Brigada que serviam por ali ou o Chefe do Gabinete da época, mas alguém encontrou aquela garrafa que estava "esquentando" ali no chão. Reclamou da desatenção de quem a deixara naquele local e a colocou de "volta" no refrigerador.
Minutos depois, Dulcinéia vai ao tal refrigerador e serve um copo de uma mineral geladinha. Tomou ( ou sorveu? ) um grande gole. E a coisa não desceu "redonda". Foi uma gritaria infernal e atraiu a atenção até mesmo do pessoal lá do fundo, na antiga SUTEL. Diante da confusão toda e a Dulce chorando e deseperada, a solução foi mesmo levá-la ao Pronto Socorro.
Pois lá ela ficou o restante do dia em observação, depois de uma lavagem estomacal e cuidados para amenizar as "queimaduras" na boca e no esôfago.
Foi algo incrível ( e lamentável, acima de tudo), pois ela pegara exatamente a tal garrafa que continha Clorofina e que alguém esquecera e, incrívelmente, ao lado da "geladeira". Para completar a falta de sorte, alguém resolve fazer a sua"boa ação do dia", colocando o tal recipiente no refrigerador. Realmente foi um conjunto de circunstâncias que, reunidas, acabaram por envolver a doce Dulcinéia numa grande "gelada" . Ora vejam só: Clorofina na geladeira.

Obrigado, mais uma vez, amigos distantes.
Aqui, como já falei anteriormente, os amigos são também lembrados no "Valentine`s day" e que, como sabem, serve também para os namorados. Uma data verdadeiramente "polivalente".

Até, gurizada.
E cuidado com o que colocam na gerladeira ( para não entrarem em "fria", claro).

João Carlos Campão - Leesburg, VA.

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