Erica e Ayres:
Pois pelas notícias que tenho por aqui, o tal jogo da Seleção acabou mesmo sem os esperados gols e o tal Ganso, ao que parece, jogou fora d'água, o que por certo contribuiu para a atuação aquém do esperado. Mas tudo bem.
Pois quando criança e a gente reunia os amigos para qualquer brincadeira ou jogo, ficávamos sempre alertas para as eventuais espertezas de parte de algum dos participantes e, quando isso ocorria, quando alguém infringia as regras básicas do brinquedo ou jogo,com a intenção de ganhar com mais facilidade, o perdedor logo alertava: "ah, mas assim não vale". Era a nossa forma de protestar.
Bem, mas eu estava assistindo alguma coisa pela TV , neste domingo quente e, a estas alturas, já com chuva, pois acabou tando um daquêles temporais de fim de tarde por aqui. Também aproveitava para dar uma passada pelas notícias e novidades que sempre estão disponíveis pela Internet. Assim cheguei ao teu Blog e depois de ler a mensagem que postastes, tive uma reação similar a de quando nos reuníamos, ainda crianças, para algum daquêles joguinhos infantís: "assim não vale, Erica". Pois eu achei tão incrível aquilo que escrevestes que comecei a rir muito das lembranças que reacendestes. Rir e quase chorar também, pois, não sei se pela idade , tenho andado muito emotivo nestes últimos tempos. Mas tudo bem, mesmo "não valendo", a lembrança foi mesmo incrível e incrível também a tua memória para essas coisas.
Realmente a história da churrasqueira, que eu já nem lembrava mais, é autêntica.
Naquela época a minha mãe morava ali na Glória e tinha um bom espaço de terreno nos fundos da casa. O sonho dela era uma churrasqueira. E eu, naturalmente, me propus a construí-la. Mesmo sem os conhecimentos técnicos mais profundos. Assim que consultei algumas pessoas sobre o assunto e todos eram unânimes em me alertar: o fundamental numa churrasqueira é o "gargalo", aquela transição entre o espaço onde se faz o fogo e inicia a chaminé. Um erro nesse local e a fumaceira toda não sairia pela chaminé e então estava feita a maior confusão ou fumaceira nos olhos do assador e dos demais que por ali estivessem.
Pois como ninguém me dava efetivamente uma orientação relacionada com medidas e outros detalhes, em relação ao tal "gargalo", foi então que eu passei a pesquisar e fui em busca de algum livro que me transmitisse a tal tecnologia. Encontrei um pequeno livro ( de grande valia, por sinal) na Livraria Sulina, ali na rua da Praia. Assim que, depois de almoçar por ali e antes de retornar ao Centro Administrativo, eu diáriamente dava uma passada na tal Livraria e lia algum capítulo e anotava medidas e detalhes. Não comprei o livro, mas formei um bom arquivo de informações sobre Lareiras e Churrasqueiras.
Bem, mas para resumo da Ópera, construi realmente uma na casa da minha mãe. Alguns anos depois, ela vendeu a tal casa e um dos atrativos e que era comentado pelos pretendentes na compra, era exatamente a tal churraqueira lá no fundo do quintal.
Mas não ficou só nisso. Tempos depois, não sei se estás lembrada, passei uma temporada nos Estados Unidos, lá na Região de San Francisco, na Califórnia. Alugamos um pequeno apartamento num prédio de propriedade de uma Brasileira, Catarinense, mas criada e antiga moradora daí de Alvorada. Pois durante a minha estada por lá , alguém comentou que eu executava alguns trabalhos caseiros de manutenção e coisas e tais. Pois a criatura me perguntou se eu construiria uma churrasqueira, já que ela tinha uma à gás e gostaria de ter em casa alguma coisa que permitisse fazer um charrasquinho mais autêntico e à moda Gaúcha, como ela tanto apreciava.
Evidente que depois da experiência anterior, aquilo para mim foi mesmo uma "barbada". Deixei, portanto, uma obra lá em San Francisco e graças ao pequeno e valioso livro que enconrtrei naquela livraria.
Essa passagem, te juro, eu já não lembrava mais. Mas é verdadeira mesmo. Fico feliz por teres lembrado. Quando a Carla retornar, ela saiu com as amigas, vou comentar e mostrar o texto para ela. Por certo vai achar uma história muito engraçada, ou vai dizer :"Ah! mas assim não vale" . Pois valeu. Aliás, tanto valeu que com esse conhecimento ajudei outras pessoas a construirem também suas churrasqueiras. Até mesmo num apartamento onde morei e onde havia um problema sério com o retorno da fumaça, eu providenciei um reparo, instalando uma chapa metálica, baseado na descrição do tal livro e, acreditem, funcionou muito bem.
Pois agradeço aos votos de felicidades para a Claudinha que, junto as duas princesinhas, minhas netinhas, está agora lá em Englewood, Estado de New Jersey. Por esses dias devo estar por lá para completar algumas coisas das quais ela necessita.
Pois a Claudia continua linda e sempre com aquele sorriso ainda mais lindo.
Mas quanto ao "marido"perfeito, talvez por falta de algum Manual, o tempo demonstrou que até nem cheguei a tanto. Mas fiz e faço o que posso. Nos damos muito bem, filhas e netas. A Carla mora comigo. A distância que nos separa da Claudia e as pequenas, não é algo tão grande assim. Além do mais posso optar por usar trem, ônibus e o próprio carro, como já fiz, para ir até lá. De momento ainda fico por aqui, pois a Carla vai para o último ano da Escola ou High School. Depois, vamos ver. Se ela tiver vontade de fazer alguma faculdade lá pela região de New York ou mesmo New Jersey, não está descartado irmos para lá também.
Mais uma vêz, aproveitem e curtam o inverno, mesmo com essas modernidades de cobertor, como é mesmo?- elétrico?
Ora direis cobertor com aquecimento elétrico. Por essa as casas Pernambucanas não esperavam.
Obrigado , mais uma vêz, pela gostosa e emocionante lembrança que me propiciastes neste domingo, vépera do 4 de julho, o grande feriado aqui deste País. Dia da Declaração de Independência.
Pois pelas notícias que tenho por aqui, o tal jogo da Seleção acabou mesmo sem os esperados gols e o tal Ganso, ao que parece, jogou fora d'água, o que por certo contribuiu para a atuação aquém do esperado. Mas tudo bem.
Pois quando criança e a gente reunia os amigos para qualquer brincadeira ou jogo, ficávamos sempre alertas para as eventuais espertezas de parte de algum dos participantes e, quando isso ocorria, quando alguém infringia as regras básicas do brinquedo ou jogo,com a intenção de ganhar com mais facilidade, o perdedor logo alertava: "ah, mas assim não vale". Era a nossa forma de protestar.
Bem, mas eu estava assistindo alguma coisa pela TV , neste domingo quente e, a estas alturas, já com chuva, pois acabou tando um daquêles temporais de fim de tarde por aqui. Também aproveitava para dar uma passada pelas notícias e novidades que sempre estão disponíveis pela Internet. Assim cheguei ao teu Blog e depois de ler a mensagem que postastes, tive uma reação similar a de quando nos reuníamos, ainda crianças, para algum daquêles joguinhos infantís: "assim não vale, Erica". Pois eu achei tão incrível aquilo que escrevestes que comecei a rir muito das lembranças que reacendestes. Rir e quase chorar também, pois, não sei se pela idade , tenho andado muito emotivo nestes últimos tempos. Mas tudo bem, mesmo "não valendo", a lembrança foi mesmo incrível e incrível também a tua memória para essas coisas.
Realmente a história da churrasqueira, que eu já nem lembrava mais, é autêntica.
Naquela época a minha mãe morava ali na Glória e tinha um bom espaço de terreno nos fundos da casa. O sonho dela era uma churrasqueira. E eu, naturalmente, me propus a construí-la. Mesmo sem os conhecimentos técnicos mais profundos. Assim que consultei algumas pessoas sobre o assunto e todos eram unânimes em me alertar: o fundamental numa churrasqueira é o "gargalo", aquela transição entre o espaço onde se faz o fogo e inicia a chaminé. Um erro nesse local e a fumaceira toda não sairia pela chaminé e então estava feita a maior confusão ou fumaceira nos olhos do assador e dos demais que por ali estivessem.
Pois como ninguém me dava efetivamente uma orientação relacionada com medidas e outros detalhes, em relação ao tal "gargalo", foi então que eu passei a pesquisar e fui em busca de algum livro que me transmitisse a tal tecnologia. Encontrei um pequeno livro ( de grande valia, por sinal) na Livraria Sulina, ali na rua da Praia. Assim que, depois de almoçar por ali e antes de retornar ao Centro Administrativo, eu diáriamente dava uma passada na tal Livraria e lia algum capítulo e anotava medidas e detalhes. Não comprei o livro, mas formei um bom arquivo de informações sobre Lareiras e Churrasqueiras.
Bem, mas para resumo da Ópera, construi realmente uma na casa da minha mãe. Alguns anos depois, ela vendeu a tal casa e um dos atrativos e que era comentado pelos pretendentes na compra, era exatamente a tal churraqueira lá no fundo do quintal.
Mas não ficou só nisso. Tempos depois, não sei se estás lembrada, passei uma temporada nos Estados Unidos, lá na Região de San Francisco, na Califórnia. Alugamos um pequeno apartamento num prédio de propriedade de uma Brasileira, Catarinense, mas criada e antiga moradora daí de Alvorada. Pois durante a minha estada por lá , alguém comentou que eu executava alguns trabalhos caseiros de manutenção e coisas e tais. Pois a criatura me perguntou se eu construiria uma churrasqueira, já que ela tinha uma à gás e gostaria de ter em casa alguma coisa que permitisse fazer um charrasquinho mais autêntico e à moda Gaúcha, como ela tanto apreciava.
Evidente que depois da experiência anterior, aquilo para mim foi mesmo uma "barbada". Deixei, portanto, uma obra lá em San Francisco e graças ao pequeno e valioso livro que enconrtrei naquela livraria.
Essa passagem, te juro, eu já não lembrava mais. Mas é verdadeira mesmo. Fico feliz por teres lembrado. Quando a Carla retornar, ela saiu com as amigas, vou comentar e mostrar o texto para ela. Por certo vai achar uma história muito engraçada, ou vai dizer :"Ah! mas assim não vale" . Pois valeu. Aliás, tanto valeu que com esse conhecimento ajudei outras pessoas a construirem também suas churrasqueiras. Até mesmo num apartamento onde morei e onde havia um problema sério com o retorno da fumaça, eu providenciei um reparo, instalando uma chapa metálica, baseado na descrição do tal livro e, acreditem, funcionou muito bem.
Pois agradeço aos votos de felicidades para a Claudinha que, junto as duas princesinhas, minhas netinhas, está agora lá em Englewood, Estado de New Jersey. Por esses dias devo estar por lá para completar algumas coisas das quais ela necessita.
Pois a Claudia continua linda e sempre com aquele sorriso ainda mais lindo.
Mas quanto ao "marido"perfeito, talvez por falta de algum Manual, o tempo demonstrou que até nem cheguei a tanto. Mas fiz e faço o que posso. Nos damos muito bem, filhas e netas. A Carla mora comigo. A distância que nos separa da Claudia e as pequenas, não é algo tão grande assim. Além do mais posso optar por usar trem, ônibus e o próprio carro, como já fiz, para ir até lá. De momento ainda fico por aqui, pois a Carla vai para o último ano da Escola ou High School. Depois, vamos ver. Se ela tiver vontade de fazer alguma faculdade lá pela região de New York ou mesmo New Jersey, não está descartado irmos para lá também.
Mais uma vêz, aproveitem e curtam o inverno, mesmo com essas modernidades de cobertor, como é mesmo?- elétrico?
Ora direis cobertor com aquecimento elétrico. Por essa as casas Pernambucanas não esperavam.
Obrigado , mais uma vêz, pela gostosa e emocionante lembrança que me propiciastes neste domingo, vépera do 4 de julho, o grande feriado aqui deste País. Dia da Declaração de Independência.
Até, Gurizada .
João Carlos Campão- Leesburg, VA.
João Carlos Campão- Leesburg, VA.
Contado por Campão



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