20 de nov. de 2011

CONTA MAIS, CAMPÃO - Fatos da Semana

Erica & Ayres.

Vivendo distante, a milhares de quilômetros (ou milhas) daí do Brasil, é natural que o pessoal por aqui e eu também esteja sempre em busca de alguma novidade vinda dessas terras do Sul da América. Claro, na atualidade a Internet encurta essas distâncias.
Temos acesso a todo o momento a qualquer jornal ou programação de rádio brasileiros. Isso ajuda muito. As notícias agora, literalmente, voam.
Alguns dispõem do canal da TV Globo Internacional. Não é meu caso. Mas tem disponível por estes lados.
Mas nos jornais daqui, pouco ou quase nada pode ser visto ou lido a respeito do Brasil. Isso que, segundo afirmam alguns comentaristas brasileiros, o conceito do nosso País está em alta nestes últimos tempos. Tudo bem. Pode ser mesmo verdade.
Mas hoje pela manhã, após cumprir alguns compromissos aqui pela cidade, além de levar a Carla na Escola, dei uma passada no Starbucks, onde por sinal não tenho ido com muita frequência, pois ando tendo alguns cuidados com o uso do café. Mas hoje passei por lá. Como sempre, aproveito para dar uma pesquisada nos jornais que estão disponíveis para a clientela.
Pego o "The New York Times", dou uma olhada nas manchetes e alí na capa está, também, a foto de um desses tanques de guerra, muna paisagem um pouco estranha. Meio urbana, mas as casas um tanto danificadas, assim me pareceram, todas rabiscadas com aquelas pichações ( que vejo muito aí em Porto Alegre) . Me parecia mesmo um cenário lá dessa guerra no Afganistão ou coisa parecida. Quando vejo essas fotos assim eu costumo ficar olhando os detalhes, como a descobrir os "sete erros", como nas revistas que eu lia quando bem mais jovem.
Pois estranhei o fato dos soldados vestirem uniformes de cor verde. Coisas que o pessoal daqui não usa lá naquela geografia dos desertos do Oriente Médio.
As pichações eram rabiscos cheios de voltas e coisas incompreensiveis, de modo que pensei pudesse ser algo como árabe ou o pashtum, falado lá naquelas regiões.
Mas que nada. Comecei a ler a matéria e aí acendeu a "luzinha". Pois eram soldados brasileiros, preparados e bem equipados, entrando na "Rocinha". Claro, aí, com um pouco mais de atenção dava para entender algumas placas na frente a algumas das casa, escritas em Português e anunciando "cachorro quente" ; "Xisburguer": "linguicinha na brasa" e a tradicional "cervejinha gelada". Letreiros de botecos, naturalmente. Mas das frases pichadas nas paredes não consegui tradução. Continuaram me parecendo outra lingua mesmo.
Pois essa era a grande notícia do dia em diversos jornais daqui, inclusive no "The NY Times" que, me parece, é o maior Jornal aqui da Zona Norte.
Lí o texto do jornalista que produziu a matéria. Ele traduziu aquilo que para mim também é incompreensível : como que a omissão de governantes e políticos de um Estado e também de uma Cidade com as belezas incríveis alí deixadas pela Natureza, tenha permitido ou tolerado o crescimento de tantas e tantas distorções, a ponto de agora ser necessária uma ação de guerra para "tentar" remediar as coisas. Sim, porque aquelas paisagens antes deslumbrantes dos morros daquela região não voltarão mais ao que já foram. Não há como mudar de lá uma favela que, segundo se lê, tem mais de noventa mil pessoas. É muita gente mesmo. Pois ganharam o seu espaço nos jornais de hoje e com direito a uma grande foto de capa.

Bem, mas na semana passada, aproveitando que a Carla tinha um passeio com a Escola e ficaria fora durante cinco dias, aproveitei e fui até New Jersey para uma visita aos filhos e também ver as netinhas.
Aproveitando que não havia muita coisa a fazer por lá, pois as obras que estavam em andamento foram concluidas e pouquíssima coisa restou para eu ainda completar, aproveitamos, eu e a Claudia, para darmos uma chegada na cidade vizinha. Tomamos (?) um ônibus e em pouco mais de meia hora estávamos no centro, no "fervo" mesmo de New York.
Ela tinha estado, tempos atrás, num Restaurante brasileiro (e não são poucos os que tem por lá) e gostado muito, tanto do atendimento quanto da variedade de pratos, brasileiros, é lógico. "Empório Brazil", o nome da casa. É de um pessoal de Pelotas, me parece, pelo que me disseram. Fica na 46th street, agora denominada "Little Brazil". Todo, ou a maioria, do comércio brasileiro está lá.
Mas muito bom mesmo. Qualquer prato do cardápio, vem sempre acompanhado de feijão e arroz. Ando sempre procurando onde comer feijão. Tenho comprado no Supermercado, onde encontrei um de marca "Bijú" e que é daí do Rio Grande. Mas sempre esqueço de prepará-lo. A Carla, já americanizada, não morre de amôres por um feijãozinho. Mas assim que der, baixo e removo a poeira das panelas ali do armário e arrisco cozinhar esse que tem aqui. Vou ver no que dá. Achei uma receitinha no Google e outra no site da Ana Maria Braga. Me pareceram bem semelhantes ao modo de preparo que minha mãe utilizava.

Mas é isso pessoal. Dentro de pouco mais de uma semana já teremos por aqui o "thanksgiven", conhecido também como o dia do Perú( não o País, mas a ave), pois é o que se come na refeição de final de tarde, nesse dia. Este ano será no dia 24, pois a comemoração oficial é na quarta quinta-feira do mes de novembro. Isso é prescrito em Lei Federal. E assim se cumpre.
Aproveitaremos, eu e a Carla, e vamos para Englewood novamente. Nesse período, ela quer ver, lá em NY, o "Nutcraker" (o quebranozes) que é um espetáculo de Ballet tradicional na época de festas de final de ano.

Até a próxima


João Carlos Campão - Leesburg, VA.

Nenhum comentário:

Postar um comentário