A Esther, nossa irmã, trabalhava como doméstica na casa de uma senhora que se chamava Judith.
Não sei se ela estava doente ou em férias. Só lembro que já estava em casa há alguns dias.
Uma tarde, ela disse à mãe que iria à casa da Dona Judith e pediu para eu ir junto. A mãe deixou. Arrumou-me, penteou-me e lá fomos nós.

Era longe, mas não lembro se fomos de ônibus.
Quando chegamos à casa da patroa, fiquei na cozinha esperando enquanto a Esther conversava com a mulher dentro da casa.

Depois de algum tempo, a Esther voltou. Eu disse que queria fazer xixi. Ela levou-me ao banheiro.

Eu nunca tinha entrado em um banheiro, pois naquele tempo quase não havia banheiros dentro das casas. Fiquei admirada, olhando tudo, principalmente o vaso.

Daí a Esther disse que também queria fazer xixi e que estava muito apertada. Mostrou-me que ao lado do vaso havia um buraco coberto por uma tampa. Aquilo se chamava ralo. Tirou a tampa do ralo e mandou-me agachar em cima do buraco para urinar, enquanto ela sentava no vaso.

Evidentemente, ao sair a urina num jato forte, molhou mais o chão do que o xixi que entrou no tal ralo.
Quando terminamos nossa necessidades, a Esther teve que limpar o chão. Ela não ficou muito contente, mas vá lá. O que é que eu poderia fazer? Nunca tinha feito xixi assim antes!
Depois de tudo limpo, fomos embora.
Quando estávamos indo na rua, ela comprou um picolé para nós.

Fiquei feliz da vida, pois era raro poder comer picolé naquele tempo.

Escrito por Elmira.



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